quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Errinhos do dia a dia

'
Erros gramaticais e ortográficos devem ser evitados. 
Alguns ocorrem com maior frequência. 
Veja um dos erros mais comuns.
Venda à prazo”. 

Não existe crase antes de palavra masculina, 
a menos que esteja subentendida a palavra moda: 
Salto à (moda de) Luís XV. 

Nos demais casos: 

A salvo, 
a bordo, 
a pé, 
a esmo, 
a cavalo, 
a caráter.

08    Início    10

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Mundo Dragão VI


 Desenhos: ALEXANDRE MACHADO
APÍCULA
PARTE 1


Os heróis foram recebidos com grande alívio pelo dragão do Reino Animal, que já estava se acostumando com a idéia de que seus novos campeões haviam fugido.

- Majestade, estamos de volta para enfrentar o monstro Apícula. - disse Lia.

- E chegaram em boa hora. - retrucou o Rei. Apícula está devastando um povoado próximo. Todos os animais estão desesperados.

- Toku acha melhor ir logo.

- O que estamos esperando? Vamos logo enfrentar esse monstro! - exclamou JR.

Apícula era, na verdade, uma abelha rainha. 

Em toda colméia há uma rainha, que fecunda os ovos e determina o sexo das abelhas que vão nascer. 

As fêmeas são colocadas em alvéolos menores que os dos machos, para que não se desenvolvam muito. 

Alguns ovos são alimentados com geléia real, e se tornarão rainhas.

As abelhas operárias constroem os alvéolos, colhem néctar e pólen, produzem cera e mel e cuidam da segurança e da temperatura da colméia, ventilando-a com o bater das asas.

No verão, quando a população da colônia chega ao máximo, a Rainha vai embora, levando consigo algumas operárias, para construir uma nova colméia.

Uma nova rainha sai, acompanhada pelos zangões, para o vôo nupcial. 

Os pobres machos têm um triste fim: quando chega o outono, são mortos ou expulsos.

Uma abelha normal tem de um a dois centímetros. 

Mas Apícula não era uma abelha normal. Ela deveria ter uns 10 metros.

Quando as crianças chegaram ao lugarejo, Apícula sobrevoava as casas com vôos razantes, colocando em desespero os pobres animais. 

Alguns morriam, abatidos pelo terrível ferrão que as abelhas trazem em sua cauda.

Toku foi o primeiro a atacar. 

Ele pulou sobre o animal e o acertou com um chute que deixou Apícula desconcertada. 

Mas a abelha logo percebeu as qualidades de seu inimigo e inventou uma maneira de neutralizá-lo. 

Quando Toku pulou de novo, Apícula bateu as asas ao contrário, gerando um forte vento, que jogou Toku de volta ao solo, desmaiado.

O monstro aproveitou a confusão e avançou sobre Bruno e JR, ameaçando-os com seu ferrão.

JR ainda tentou se defender utilizando um pedaço de madeira, mas sem resultado. 

Nem mesmo Meia-noite tinha coragem de se aproximar do monstro!

O fim era inevitável: eles logo seriam mortos pela Apícula!


PARTE 2


Lia estava desesperada. Seu irmão e seu melhor amigo logo seriam picados pelo terrível ferrão de Apícula e ela não podia fazer nada.

Foi quando a menina se lembrou do artefato. Sim, era isso! Mas como funcionava?

Como uma caixinha daquelas ia vencer um monstro?

Lia mexeu e remexeu no artefato, mas não conseguiu sequer imaginar como funcionava.

- Eu não acredito! - exclamou ela. Todo aquele trabalho para nada... todo o esforço de enfrentar as águias para pegar algo inútil! Irritada, ela jogou a caixa contra Apícula.

Então algo espantoso aconteceu. A caixa se abriu, revelando várias cordas com bolas de

ferro na ponta. Era uma boleadera, um instrumento que os gaúchos usam para pegar cavalos.

Com o movimento das bolas, as cordas foram envolvendo Apícula, até que ela ficasse totalmente imobilizada.

O monstro estava derrotado.

As crianças foram recebidas com uma festa sem precedentes. 

Ironicamente, ao mesmo tempo em que prendia Apícula, o artefato a libertava da influência maligna do Robô.

O Reino Animal tinha de volta seu campeão, tudo graças aos nossos pequenos aventureiros.

Em homenagem a eles, o Dragão mandou trazer um banquete de frutas e verduras.

Mesmo Bruno, que não gostava muito de verduras, acabou adorando a comida.

No meio da festa, o Rei condecorou as crianças com a Ordem Real dos Animais, a mais alta honraria que qualquer animal poderia receber.

Depois de algum tempo, Toku foi procurar o Dragão:

- Majestade, Toku e crianças estão muito felizes, mas precisamos partir.

- Não estão satisfeitos com minha hospitalidade? - indagou o Rei.

- Estamos muito satisfeitos, majestade, mas temos muito a fazer. A cada momento o Robô estende sua influência maligna sobre o mundo dragão. Precisamos ir para o Reino Mineral.

O Dragão concordou balançando a cabeça para cima e para baixo.

- Está bem. Vou providenciar transporte para vocês, mas só poderemos levá-los até a fronteira de meu reino...

- Obrigado, majestade. Continuaremos o resto a pé.

Um carro celeste foi preparado. Lia, JR, Bruno e Toku entraram nele. 

Logo o carro alçou vôo, puxando por uma centena de pássaros. Meia noite voava ao lado da comitiva.

Que novas aventuras esperam as crianças? 
Que novos perigos as aguardam no Reino Mineral? 
Não perca a próxima história do Mundo Dragão!

Capítulo 5          Início          Capítulo 7
 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Errinhos do dia a dia

'
Erros gramaticais e ortográficos devem ser evitados.
Alguns ocorrem com maior frequência. 
Veja um dos erros mais comuns.
 “Entrar dentro”.

O certo: entrar em. 

Veja outras redundâncias: 

Sair fora ou para fora, 
elo de ligação, 
monopólio exclusivo, 
já não há mais, 
ganhar grátis, 
viúva do falecido.

07    Início    09

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Choque Adrenérgico?

'
Hoje  vivi uma experiência nova e não agradável.

Já caí de árvores, de paredões na época que praticava montanhismo; já choquei-me contra pedras ao praticar rapel e aconteceu em algumas vezes, no momento da pancada, gerar um estado de choque momentâneo.

Como não conseguir se levantar, não mexer as pernas ou  um braço.

Mas bastava ficar deitado (ou pendurado) relaxadamente no local do acidente, que em questão de 2 a 3 minutos estava tudo bem.

Hoje de manhã ao regar as flores do jardim notei que trocaram o adaptador de torneira da ponta da mangueira por um danificado.

Prontamente, busquei as ferramentas necessárias e outra peça para repor.

Coloquei as ferramentas sobre uma base de cimento de uma escultura de metal, para não perdê-las na grama.

Baixei-me para pegar uma chave e bati com a região temporal direita numa ponta da escultura.


Foi apenas uma cabeçada como muitas que dei nestes 40 anos (isto acorreu por volta das 07:20)

Ajustei o adaptador na mangueira e fui executar minha função. Alguns minutos de trabalho comecei a sentir  um forte cansaço e dor muscular no ombro direito e depois, além do ombro, fortes dores debaixo das unhas da mão direita, como se tivesse martelado cada um dos dedos.

As raízes dos dentes comessaram a latejar.

As 8h, no intervalo do lanche, procurei a enfermaria e comuniquei o ocorrido e sintomas.

Prontamente recebi um saco de gelo para por na cabeça.

Voltei as funções do jardim.

Por volta das 8;45 o cansaço estava por todo o braço direito.

Os dentes pararam de doer mas tinha a sensação de que todo o lado direito do meu rosto estava muito inchado.

As dores nos dedos ficaram apenas nos polegar e indicador, de ambas as mãos.

Tentei continuar meu trabalho e agora doía também o 'ossinho' do tornozelo direito.

Assustado, me auto encaminhei à emergência do Hospital São José.

O médico disse que se tratava de um "CHOQUE ADRENÉRGICO" e que passaria sem danos.

Me receitou um analgésico.

Senti aquelas dores até as 10h da manhã.

Neste momento (16:34) só sinto cansaço no braço direito e (como deveria ser) dor no local da pancada.
'