segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Pré Natal

Bíssigo Noel, quero ficar albino

A muito tempo tenho vontade de trabalhar como Papai Noel (Pai Natal)  em festas particulares.

Sabem, aquele Papai Noel que chega na sua residência durante a ceia do dia 24 de dezembro, distribui os presentes, posa para fotos e vai embora.

Em 2011 fiz a infelicidade de mudar-me pra cidade de Ivoti, afim de concluir a Licenciatura em Música.

Foi a pior decisão da minha vida!!!

Demorei ONZE meses ate achar um lugar pra morar, dormindo num curral e indo pra faculdade sem banho.



Demorei UM ANO e TRÊS MESES pra conseguir um emprego remunerado, sofria discriminação por ter sotaque (ascento) da capital e por ter letra legível.

Como não tinha cozinha me obrigava a comprar comida pronta, somado aos custos de deslocamento a procura de casa e emprego, em dezembro minha poupança reduziu-se a R$0,74 (setenta e quatro centavos de reais). Colhia goiabas na beira das estradas pra me alimentar.

Meu Natal em 2011 passei com fome. 

Prometi que se chegasse ao próximo Natal  sem me transformar definitivamente num indigente, trabalharia como voluntário de Papai Noel em vilas pobres, distribuindo caramelos às crianças.

Em outubro de 2012 fui contratado na doca de uma distribuidora de alimentos pra cães e gatos carregando fardos nos caminhões.

Fiz alguns trabalhos extras ilustrando livros e no Natal de 2012 estava morando numa casa, com emprego fixo e já tinha guardado na poupança R$3.000,00.

Não foi milagre de Natal. Foi trabalho duro. Conquista merecida pelo esforço.

Cumprindo minha promeça, estou sem depilar o rosto des do mês de fevereiro.

Mês passado iniciei o processo de descolorização do cabelo e barba.

Hoje (foto) fiz a terceira aplicação do descolorante, meu objetivo e ficar completamente albino.

Serei um autentico Papai Noel, com barba natural e tudo mais.

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sexta-feira, 24 de maio de 2013

O cão e a máscara

Fábula de Esopo e La Fontaine
Procurando um osso que roer, encontrou um cão uma máscara: era formosíssima, e de cores tão belas quão animadas; o cão farejou-a, e reconhecendo o que era, desviou-se com desdém.

A cabeça é de certo bonita, disse; mas não tem miolos.

MORALIDADE: Sobram neste mundo cabeças bonitas, porém desmioladas que só merecem desprezo.

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terça-feira, 21 de maio de 2013

A Casa


Originalmente escrito para compor o roteiro do espetáculo homônimo do grupo Em Dança, de Novo Hamburgo, A Casa reúne poesias infantis, onde cada uma fala de um aposento de uma casa.

Edição independente de 2012, com ilustrações minhas e desenhos prontos para pintar.

Adquirindo livro no site, você receberá o seu exemplar com uma dedicatória personalizada da autora Simone Saueressig.
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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Mundo Dragão VII


Desenhos: FAFÁ FONTES
O Reino Mineral

PARTE 1

As crianças foram deixadas na fronteira entre o reino animal e o reino mineral. O

Conselheiro foi com eles e saúdo-os, despedindo-se:

- Infelizmente não posso seguir daqui para frente, mas gostaria muito. Vocês são muito corajosos e salvaram o Reino Animal da influência maligna...

- Coragem é com a gente mesmo. – disse JR, batendo no peito.

- Toku acha que devemos ir logo. – reclamou Toku. As crianças já estavam se acostumando com essa mania estranha de Toku de falar de si mesmo como se fosse outra pessoa, mas Lia sempre achava estranho.

- Então devo me despedir. – concordou o Conselheiro. Vão em paz e que a força animal esteja com vocês.

Depois disso, ele entrou no carro e alçou vôo. As crianças se viram frente a frente com um deserto. Não havia árvores no caminho e o sol era de rachar. Felizmente, eles tinham ganhado muitas frutas e verduras e Toku regulava a comida para que não faltasse.

Mas a sede começou a atormentá-los. Eles olhavam em volta e não viam nada, nem mesmo um coqueiro com uma deliciosa água de coco, ou um cacto... é, porque, em deserto sempre tem cacto de onde se pode sempre tirar um pouquinho de água.

Mas aquele deserto não tinha coqueiros, nem cacto, nem oásis. Era deserto mesmo.

Eles andavam, andavam, mas o objetivo parecia não chegar nunca. Bruno percebeu que estava todo suado e lambeu a mão.

- Que nojo! – reclamou Lia. Por que você fez isso?

- Ah, eu tava com sede, mas o suor é salgado.

- Justamente. O suor não serve para beber porque tem sal... – explicou Lia.

- Se estivéssemos preparando comida, só o suor que está saindo do Bruno já era suficiente para salgar todo o almoço. – brincou JR.

- Bleargh! – fizeram Lia e Bruno.

- Crianças falam demais. – ralhou Toku. Melhor guardar forças para a caminhada...

Depois disso, fizeram silencio e foram andando pelo sol escaldante. A sombra, que antes era grande, foi ficando pequena para depois ficar grande para o outro lado. Toku tinha levado uma vasilha com água, mas ela acabou. Depois disso, contentavam-se comendo melancia. Chegou a noite e, ao invés de calor, começou a fazer frio. Eles tiveram que dormir coladinhos um no outro para poder agüentar a friagem.

No dia seguinte, Lia estava com a garganta seca.

- Se não encontrarmos água logo, não sei se vou agüentar.


- Ei, olhem isso! Toku achou algo...

- O que foi? O que foi?

Todos se aproximaram, mas não viram nada. Só areia molhada.

- Areia molhada? – JR fez cara de muxoxo. Você chama a gente para ver areia molhada?

- Pequeno gafanhoto não é muito esperto. – disse Toku. Se areia está molhada, é porque tem água.

Dizendo isso, ele cavou até encontrar um pequeno poço, cheio de água. Todos pularam no chão, mortos de sede. Beberam até se fartar, depois comeram frutas e seguiram viagem.

Andaram mais umas boas horas até avistar uma montanha.

- É ali. – avisou Toku.

Lia coçou a cabeça.

- Uma montanha? Pensei que íamos para um palácio...

- Paciência, tenham paciências pequenos aprendizes...

A entrada da montanha parecia uma bocarra de um monstro, mas os nossos heróis não se intimaram e foram em frente. Ao longo do caminho, iam observando as estalactites, que são aquelas formações de rochas que parecem gotas caindo do telhado...

O corredor dava em um grande salão iluminado pela luz do sol, que entrava por uma abertura no teto e refletia nas várias pedras nas paredes.

- E agora? Perguntou Lia? Não há ninguém aqui! Será que fugiram do palácio?


PARTE 2

-Ei, Toku. Você nos trouxe ao lugar errado. Não há ninguém aqui!

- Não há ninguém aqui, pequeno gafanhoto? Olhe direito...

Como que em resposta à fala de Toku, algo estranho aconteceu. As paredes começaram a se mexer. Uma imensa massa cristalina se despregou da parede e veio avançando na direção das crianças. Era um dragão... de diamante!

Os diamantes são as pedras mais valiosas e mais duras do mundo. Só um diamante pode riscar outro diamante. Seu brilho era lindo e ao mesmo tempo assustador.

Da mesma forma, outros seres começaram a surgir das trevas... eram turquesas, turmalinas, águas-marinha, carvão, berilo...

Logo o grupo estava rodeado por uma quantidade imensa de seres minerais das mais variadas cores, formatos e tamanhos.

- Sejam bem-vindos! – urrou o dragão. Sua voz era como pedras batendo uma na outra. Seus ângulos refletiam a luz do sol com tanta intensidade que quase cegava os garotos.

- Oh, meu Deus! Essa pedra fala! – gritou Bruno.

- Não vamos machucá-lo, pequenino. – disse o dragão, tentando parecer calmo, mas no fundo muito preocupado. Eram esses os campeões corajosos que iriam salvar o seu reino?

- Estamos felizes por estar em seu reino, majestade...

- O dragão olhou para Toku, reconhecendo-o.

- É você, pequeno e sábio animal? Onde está seu mestre?

- Meu mestre está em todos os lugares e em todos os momentos.

- Enigmas... enigmas... enigmas estão me tirando do sério.

- O que aconteceu, majestade? Viemos aqui para ajudá-lo...

- Vocês já devem saber que Aquele que não tem vida pretende tomar todos os reinos.

Estamos a ponto de perder nosso trono para ele se nosso campeão não for derrotado.

- Campeão?

- Sim, nós mandamos o Cristal para lutar contra o inimigo, mas ele se voltou contra nós. Não sabemos como derrotá-lo. Uma única pista surgiu, um enigma...

O dragão fez um gesto com a cabeça e uma Cornalina, esplendorosa em seu brilho alaranjado, aproximou-se com uma placa de arenito. Nela estava escrito:

No fundo da terra
A origem de tudo
Isso é fato
Rocha derretida
O segundo artefato


- O arenito leva séculos para se formar. Essas frases foram gravadas no arenito ao longo tempo. Já devia estar aí há mais tempo do que qualquer um de vocês pode imaginar, mas nós só achamos essa placa agora... e achamos que ela apresenta um enigma relacionado ao nosso problema.

- Majestade, vamos fazer o possível para ajudá-lo a decifrar a mensagem e a derrotar seu antigo campeão. – garantiu Lia.

- Muito bem. Enquanto isso, serão meus hóspedes. Meus súditos farão tudo que for necessário.

Qual o significado de mais esse enigma? Nossos heróis vão conseguir decifrar a mensagem? Vão salvar o Reino Mineral do grande mal que se aproxima? Não percam o próximo capítulo da série Mundo Dragão!

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